Data...

Cientistas japoneses removem cromossomo extra da síndrome de Down em laboratório

Pesquisadores do Japão utilizam uma variação do CRISPR-Cas9 para eliminar a cópia extra do cromossomo 21 em células humanas, restaurando o número normal de cromossomos pela primeira vez

Cientistas do Japão alcançaram um marco histórico ao remover, em laboratório, a cópia extra do cromossomo 21, responsável pela síndrome de Down.

O experimento foi conduzido com uma versão modificada da ferramenta de edição genética CRISPR-Cas9, permitindo a eliminação seletiva do cromossomo excedente sem afetar os demais.

A técnica inovadora, chamada de “corte específico por alelo”, permite identificar e eliminar apenas uma das três cópias do cromossomo 21, característica da trissomia que causa a síndrome.

O estudo foi realizado em células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), obtidas a partir de fibroblastos de um paciente com síndrome de Down.

Após o procedimento, os pesquisadores observaram que as células tratadas retornaram ao número normal de 46 cromossomos, com estrutura genética restaurada e expressão gênica ajustada.

O método também foi testado com sucesso em fibroblastos diferenciados e células não proliferativas, demonstrando versatilidade e estabilidade nos resultados.

Segundo os autores, o avanço representa um passo inédito na biotecnologia e pode abrir caminho para novas abordagens no estudo de trissomias e doenças genéticas complexas.

Contudo, os cientistas ressaltam que a pesquisa ainda está em fase experimental, sem previsão de aplicação clínica em humanos.

O próximo desafio será aumentar a eficiência da remoção do cromossomo e reduzir possíveis efeitos colaterais genéticos.

Qualquer aplicação terapêutica em seres humanos exigirá anos de testes para garantir segurança e precisão no processo de edição genômica.

Especialistas internacionais consideram o estudo uma prova de conceito revolucionária. Embora o objetivo não seja “curar” a síndrome de Down, a descoberta ajuda a compreender melhor os mecanismos moleculares por trás da trissomia e pode contribuir para futuros tratamentos que melhorem a qualidade de vida de pessoas com a condição.

O trabalho reforça o potencial do CRISPR-Cas9 como ferramenta de medicina genética e abre um novo capítulo na busca por compreender e modular as bases cromossômicas de doenças humanas.

José Elias

José Elias Mendes, mais conhecido como Dolfo, já foi reconhecido pelo ranking Top 10 Jornalistas Brasileiros do LinkedIn. Por lá, fala um pouquinho de tudo e está sempre aberto a conversar. Por aqui, atua como repórter para o site do OCorre News.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Envie sua notícia!

Participe do OCorre enviando notícias, fotos ou vídeos de fatos relevantes.
Preencha o formulário abaixo e, após verificação de nossa equipe, seu conteúdo poderá ser publicado.