O traficante Ovidio Guzmán López, de 35 anos, filho do lendário narcotraficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán, se declarou culpado nesta sexta-feira (11) das acusações relacionadas ao tráfico de drogas nos Estados Unidos.
Conhecido como “El Ratón” ou “Ratón Nuevo”, Ovidio enfrentava duas acusações de distribuição de drogas e duas de participação em empreendimento criminoso contínuo.
Durante audiência no Tribunal de Chicago, ele confirmou um acordo judicial com os promotores, mas a sentença definitiva ainda não foi definida e pode incluir prisão perpétua.
Segundo documentos judiciais, Guzmán López admitiu ter liderado operações do Cartel de Sinaloa, organização fundada pelo pai, e reconheceu sua participação em crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e porte ilegal de armas de fogo.
Ele também confessou ter supervisionado a produção e o contrabando de grandes quantidades de cocaína, heroína, metanfetamina, maconha e fentanil para território norte-americano.
Atuação após prisão de El Chapo
De acordo com os promotores, Ovidio e seu irmão, Joaquín Guzmán López, conhecidos como os “Chapitos” (ou “pequenos Chapos”), assumiram a liderança de parte do cartel após a prisão de “El Chapo” em 2016.
Sob o comando deles, o grupo teria expandido o tráfico de fentanil para os Estados Unidos, substância responsável por uma grave crise de saúde pública e milhares de mortes por overdose no país. O lucro obtido com o comércio ilegal da droga teria alcançado milhões de dólares.
Ovidio Guzmán foi preso no México em janeiro de 2023, em uma operação militar de grande porte no estado de Sinaloa. A ação desencadeou violentos confrontos entre forças de segurança e integrantes do cartel, resultando em dezenas de mortos e feridos.
Meses depois, ele foi extraditado para os Estados Unidos, onde passou a responder formalmente às acusações na Justiça americana.
Embora tenha se declarado culpado, a pena de Ovidio será definida em uma audiência futura. Autoridades afirmam que o acordo firmado não garante redução significativa da pena, dado o alto grau de periculosidade atribuído ao réu e o volume de drogas envolvido nas operações.
O caso é considerado mais um golpe contra o cartel de Sinaloa, mas especialistas alertam que a organização criminosa mantém forte presença e capacidade de reposição de lideranças.


