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Hungria aprova lei que restringe eventos LGBTQ+ e amplia vigilância estatal

Medida apoiada por Viktor Orbán proíbe manifestações como a Parada do Orgulho e permite uso de reconhecimento facial para monitorar participantes, gerando protestos e críticas da União Europeia

O Parlamento da Hungria aprovou nesta semana uma legislação polêmica que proíbe eventos públicos LGBTQ+, incluindo o tradicional Budapest Pride, e autoriza o uso de reconhecimento facial para monitorar manifestações.

A medida, impulsionada pelo governo do primeiro-ministro Viktor Orbán, foi justificada como uma forma de “proteger menores de idade da promoção da diversidade sexual”.

Com a nova lei, qualquer manifestação que aborde pautas LGBTQ+ poderá ser multada, e as autoridades passam a ter poderes ampliados de vigilância para identificar e acompanhar participantes.

A iniciativa amplia o controle estatal e reforça a postura conservadora do governo húngaro, que já vinha sendo alvo de críticas internacionais por medidas semelhantes adotadas nos últimos anos.

A aprovação gerou protestos massivos em Budapeste, onde milhares de pessoas foram às ruas para condenar a restrição.

Parlamentares da oposição também manifestaram indignação dentro do Congresso, denunciando a decisão como um retrocesso nos direitos e nas liberdades individuais.

Grupos de direitos humanos afirmaram que a Hungria está cada vez mais próxima de políticas de repressão já vistas em países como a Rússia, restringindo espaços de expressão para minorias sexuais.

A União Europeia criticou abertamente a medida e estuda impor novas sanções contra a Hungria, que já enfrenta bloqueios financeiros em razão de políticas consideradas antidemocráticas. Para Bruxelas, a lei fere princípios básicos do bloco europeu.

Apesar da proibição, os organizadores do Budapest Pride afirmaram que a marcha anual seguirá marcada para junho. O evento, que se consolidou como símbolo de resistência à política conservadora de Orbán, promete atrair ainda mais atenção diante da escalada das restrições.

A Hungria tem endurecido leis contra minorias sexuais desde 2021, quando aprovou regras que limitavam a veiculação de conteúdos LGBTQ+ em escolas e meios de comunicação.

Agora, com a combinação de censura e vigilância digital, o governo amplia sua influência sobre o espaço público e reforça seu discurso nacionalista.

José Elias

José Elias Mendes, mais conhecido como Dolfo, já foi reconhecido pelo ranking Top 10 Jornalistas Brasileiros do LinkedIn. Por lá, fala um pouquinho de tudo e está sempre aberto a conversar. Por aqui, atua como repórter para o site do OCorre News.

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