Após uma série de protestos realizados em grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, o iFood anunciou nesta terça-feira (29) um reajuste de até 15% na taxa mínima paga aos entregadores.
A medida entra em vigor no dia 1º de junho e é vista como resposta direta às pressões do movimento de trabalhadores que reivindicavam melhores condições de remuneração.
Segundo a plataforma, o valor mínimo pago por entrega para quem utiliza carro ou moto passará de R$ 6,50 para R$ 7,50, representando um aumento de 15,38%.
Já os entregadores que trabalham de bicicleta terão o valor mínimo reajustado de R$ 6,50 para R$ 7,00, o que equivale a um acréscimo de 7,69%.
Embora os números fiquem abaixo do pedido inicial da categoria (que exigia R$ 10 por corrida), a empresa argumenta que o reajuste é um avanço no equilíbrio entre sustentabilidade do negócio e valorização dos entregadores.
Além do aumento nas taxas mínimas, o iFood anunciou também melhorias nos benefícios de seguro social oferecidos aos parceiros cadastrados.
A Diária de Incapacidade Temporária (DIT) foi reajustada, e a indenização em casos de morte ou invalidez permanente passou de R$ 100 mil para R$ 120 mil.
Segundo a plataforma, esses valores representam uma atualização necessária para garantir mais segurança aos trabalhadores em situações de risco.
A empresa frisou que as mudanças não terão impacto no preço final para clientes e restaurantes, reforçando que o reajuste será absorvido pelo próprio iFood.
Essa afirmação busca minimizar críticas de consumidores que temiam repasses nos valores cobrados pelos serviços de entrega.
Os protestos que antecederam o anúncio reuniram centenas de entregadores em capitais brasileiras, com manifestações em vias movimentadas, paralisações de aplicativos e forte repercussão nas redes sociais.
O movimento defendia não apenas o reajuste da taxa mínima, mas também mais transparência nos critérios de cálculo das corridas e o fim das chamadas “corridas longas com ganhos baixos”.
A decisão do iFood, embora bem recebida por parte da categoria, ainda divide opiniões. Muitos entregadores consideram o aumento insuficiente diante da alta no custo de vida e da inflação nos combustíveis.
Outros, porém, enxergam o reajuste e a ampliação dos benefícios como uma conquista parcial e um primeiro passo para negociações futuras.


