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Incêndio destrói pavilhão de templo budista de 1.500 anos na China

Pavilhão Wenchang, parte reconstruída de um templo budista de 1.500 anos, foi completamente destruído; não houve vítimas

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Templo Yongqing, um dos mais antigos e respeitados templos budistas da China, na madrugada desta quinta-feira (13).

Localizado na cidade de Zhangjiagang, na província de Jiangsu, o templo possui quase 1.500 anos de história e é considerado um marco cultural e religioso da região.

O fogo começou por volta das 11h da manhã (horário local) e tomou rapidamente o Pavilhão Wenchang, uma construção de madeira erguida em estilo tradicional chinês.

De acordo com as autoridades locais, as chamas se espalharam com velocidade devido à estrutura altamente inflamável. Equipes de bombeiros foram acionadas imediatamente e conseguiram controlar o incêndio ainda no mesmo dia.

Não houve registro de feridos, mas o pavilhão foi completamente consumido pelo fogo, restando apenas parte da base e alguns elementos estruturais.

O restante do complexo do Templo Yongqing, composto por outros prédios, estátuas e áreas de oração, não sofreu danos significativos.

Fundado por volta de 536 d.C., durante o período das dinastias do Sul, o Templo Yongqing sempre ocupou papel central na preservação da memória budista na província de Jiangsu.

Situado aos pés da Montanha Fênix, o local atraía visitantes de todo o país devido à sua paisagem, arquitetura tradicional e significado espiritual.

A parte destruída havia passado por uma reconstrução recente, feita com base em registros históricos e métodos artesanais que buscavam replicar fielmente o design original, incluindo telhados curvos, esculturas ornamentadas e técnicas de encaixe de madeira típicas das construções chinesas antigas.

Apesar de ser uma restauração moderna, o Pavilhão Wenchang era visto como um elo crucial com o passado e representava tanto a memória do templo quanto o esforço contemporâneo para preservar a herança cultural budista.

A causa do incêndio permanece desconhecida. Autoridades locais informaram que equipes especializadas já estão analisando a área, e a principal prioridade é determinar se o fogo foi provocado por falha elétrica, acidente ou ação humana.

Enquanto isso, especialistas em patrimônio e restauração avaliam os danos e estudam possibilidades de reconstrução.

Para os moradores e religiosos que frequentam o templo, a destruição do pavilhão é uma perda profunda, mas o fato de o restante do complexo não ter sido afetado traz esperança de continuidade.

O Templo Yongqing permanece aberto para visitação restrita, e cerimônias estão sendo realizadas em sinal de respeito à história do local e ao esforço de reconstrução que está por vir.

José Elias

José Elias Mendes, mais conhecido como Dolfo, já foi reconhecido pelo ranking Top 10 Jornalistas Brasileiros do LinkedIn. Por lá, fala um pouquinho de tudo e está sempre aberto a conversar. Por aqui, atua como repórter para o site do OCorre News.

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