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Influenciadoras brasileiras e o suposto esquema de tráfico humano na Rússia; Entenda!

Aila Loures, MC Thammy, Catherine Bascoy e Zabetta Macarini se defendem após divulgarem suposto programa de Intercâmbio, que é investigado pela Interpol

Um anúncio de intercâmbio para a Rússia gerou repercussão nas redes sociais após suspeitas de ligação com tráfico humano. O programa, chamado Start Program, oferecia salários entre US$ 540 e US$ 680 (R$ 2.873 a R$ 3.618) e prometia benefícios como cursos, passagem aérea, plano de saúde e moradia.

A primeira denúncia partiu do criador de conteúdo Guga Figueiredo, conhecido como ‘Xerife da Internet’. Segundo ele, as informações no site da empresa eram falsas ou copiadas de outras páginas.

De acordo com o influenciador, Guga Figueiredo, matérias publicadas em veículos de comunicação de diferentes países apontam que o Start Program está na mira das autoridades internacionais.

Segundo reportagens, a Interpol abriu uma investigação neste ano para apurar denúncias de tráfico de pessoas ligadas ao esquema.

As suspeitas indicam que mulheres estariam sendo atraídas com promessas de emprego na Rússia, mas, na prática, seriam levadas para o Tartaristão para trabalhar em condições precárias na produção de drones usados na guerra da Ucrânia.

Após a denúncia e repercussão dos fatos, todos os vídeos de divulgação do programa foram removidos das redes sociais.

Confira abaixo os pronunciamentos das influenciadoras, MC Thammy, Zabetta Macarini, Aila Loures e Catherine Bascoy, que divulgaram o suposto esquema de tráfico de pessoas na internet.

MC Thammy: “Estou sendo atacada de graça”

A influenciadora MC Thammy afirmou que recebeu documentos que comprovavam a suposta legalidade do programa de intercâmbio antes de realizar a divulgação.

“Eu sou influenciadora, trabalho com publicidade, esse é o meu trabalho. Sou formada em marketing e, nesse caso, toda a documentação da empresa foi enviada para mim (…). Tudo isso foi apresentado como garantia de que a empresa era de intercâmbio”, explicou.

Ela contou que, ao perceber a repercussão negativa, devolveu o valor recebido e encerrou a parceria.

“A partir do momento em que fui apurar os fatos (…), eu devolvi o dinheiro e não quis mais fazer publicidade com a empresa”, disse.

Thammy também pediu desculpas aos seguidores e declarou que aprendeu uma lição.

“Quero deixar claro aqui para vocês que eu não tive intenção de nada disso, não estou envolvida com nada disso e nem quero mais o meu nome associado a essa situação absurda”, concluiu.

Zabetta Macarini: “Questionei a legalidade antes de aceitar”

A influenciadora fitness Zabetta Macarini publicou um texto utilizando a função ‘Stories’ do Instagram, afirmando que buscou garantias sobre a legalidade antes de aceitar o trabalho.

“Antes de aceitar essa proposta de divulgação, questionei o contratante brasileiro (…). Foram apresentados documentos oficiais da empresa, registros formais e também o perfil da influenciadora @mi.xellee”, disse.

Assim que as suspeitas se espalharam, Zabetta suspendeu a divulgação e acionou sua equipe jurídica.

“Reafirmo que atuo com transparência e zelo em todas as minhas parcerias (…) Eu jamais faria uma divulgação que pudesse colocar alguém em risco.

E é com essa responsabilidade que sigo diariamente”, finalizou.

Aila Loures: “Vai contra meus princípios”

A influenciadora Aila Loures destacou que sempre trabalhou com transparência em suas parcerias e que o caso passou pela análise de sua agência.

“Tenho uma agência brasileira (…). Foi completamente averiguado. Todas as informações tiveram comprovação da existência da empresa na Rússia”, afirmou.

Ela disse que jamais aceitaria divulgar algo que fosse contra seus valores.

“Peço desculpas por ter sido atrelada a esse tipo de coisa. Espero que isso nunca mais aconteça e eu me desculpo do fundo do coração”, declarou.

Catherine Bascoy: “Nem sempre é possível acertar em todas as escolhas”

Catherine Bascoy esclareceu que não teve envolvimento na organização do suposto intercâmbio, mas reconheceu a necessidade de mais critério nas próximas escolhas.

“Ao longo dos últimos 10 anos de trabalho na internet, construí minha trajetória escolhendo, com responsabilidade, as marcas e empresas com as quais me associo (…). No entanto, reconheço que nem sempre é possível acertar em todas as escolhas”, escreveu.

O caso segue em discussão nas redes sociais, com repercussão entre seguidores e especialistas em segurança digital.

Até o momento, nenhuma das influenciadoras foi oficialmente acusada, e todas alegam que não têm qualquer ligação com tráfico humano e foram contratadas apenas para divulgação publicitária.

Confira vídeos de denúncia publicados por Guga Figueiredo no TikTok:

@gugafigueired0Os perfis da empresa foram banidos, vídeos foram excluídos e as blogueiras estão apagando os rastros.♬ som original – Guga Figueiredo

Agora assista ao vídeo completo do influenciador sobre o caso:

Maysa Vilela

Jornalista, curiosa por natureza e movida por conexões fortes, viagens e boas histórias. Acredita que ouvir é o primeiro passo para escrever com propósito. No Ocorre News, segue conectando pessoas através das palavras.

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