As joias roubadas do Museu do Louvre, em Paris, no último domingo (19) foram avaliadas em cerca de € 88 milhões (R$ 550 milhões, na cotação atual do euro), segundo informou a promotora de Paris, Laure Beccuau, em entrevista à rádio francesa ‘RTL’ nesta terça-feira (21).
De acordo com Beccuau, o valor foi estimado pela curadora do museu, responsável por avaliar as peças históricas levadas no assalto ocorrido no domingo (19).
“Essa quantia é de fato espetacular, mas devemos lembrar que esse dano é econômico.
Não tem nada de paralelo ou comparável ao dano histórico causado por esse roubo”, declarou a promotora.
O Roubo no Louvre
O roubo ocorreu na Galeria Apolo, uma das mais visitadas do Louvre, que abriga artefatos da era napoleônica.
Segundo informações preliminares, quatro ladrões mascarados participaram da ação. Eles invadiram o segundo andar do museu do Louvre utilizando um elevador de mudança furtado, antes de fugirem de moto com joias da coleção real.
Os assaltantes levaram oito joias históricas, entre elas uma tiara e um colar usados pelas rainhas Maria Amélia e Hortênsia.
O diadema roubado é uma das peças mais valiosas do acervo, contendo 24 safiras do Ceilão e 1.083 diamantes, conforme detalhou o museu em comunicado.

Investigação em Andamento
Beccuau informou que cerca de 100 investigadores estão atualmente mobilizados para resolver o caso. A promotora alertou que, caso os criminosos tentem desmontar as joias ou derreter os metais preciosos, dificilmente conseguirão recuperar valores próximos à avaliação original.
Segundo ela, se os ladrões tiverem a “péssima ideia” de fazer isso, “jamais conseguirão obter essas somas tão elevadas”.

Fechamento Temporário e Reabertura
O Museu do Louvre permaneceu fechado nesta terça-feira (21), seguindo seu calendário regular, mas deve reabrir nesta quarta-feira (22).
A Galeria Apolo, no entanto, permanecerá interditada até a conclusão das investigações.
Patrimônio Cultural em Risco
O caso reacende o debate sobre a segurança de museus e coleções históricas na Europa, especialmente diante de crimes que afetam obras e joias de valor cultural inestimável.
Enquanto a caçada aos criminosos continua, as autoridades francesas reforçam que o maior prejuízo não está nos milhões perdidos, mas na irreparável perda para a história e o patrimônio mundial.




