O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou uma nova denúncia contra o deputado estadual Lucas Diez Bove (PL), acusado de perseguição, violência psicológica, física e ameaça contra a ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas.
A promotora Fernanda Raspantini Pellegrino também pediu à Justiça a prisão preventiva do parlamentar e que a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) seja oficialmente comunicada sobre o caso.
Na denúncia, o MP afirma que o deputado reiteradamente descumpriu medidas protetivas concedidas à vítima, “demonstrando claro desprezo às restrições judiciais impostas”.
A promotora destacou que as determinações da Justiça, que visavam impedir novas agressões e contatos com a ex-companheira, “não estão sendo suficientes para garantir a integridade de Cíntia Chagas”.
“O denunciado, ainda que advertido, passou a descumprir as medidas de forma cada vez mais grave. No início, fazia publicações com indiretas sobre a vítima e o processo. Com o tempo, passou a ignorar completamente as decisões judiciais”, escreveu Pellegrino.
A promotora solicitou que o Tribunal de Justiça oficie a Alesp para verificar se o Legislativo pretende adotar medidas políticas ou disciplinares diante das acusações.
Em nota, a defesa de Bove informou que o deputado não pretende se manifestar sobre a nova denúncia. A Alesp foi procurada, mas ainda não respondeu ao pedido de posicionamento.
Cíntia Chagas, que tem mais de 7,6 milhões de seguidores, denunciou o ex-companheiro em 2023 por uma série de abusos físicos e psicológicos ocorridos durante o relacionamento de mais de dois anos.
O deputado já havia sido alvo de uma representação no Conselho de Ética da Alesp, protocolada pela deputada Mônica Seixas (PSOL), que pedia sua cassação por quebra de decoro parlamentar. No entanto, em agosto de 2024, o processo foi arquivado por seis votos a um.
Poucos dias após a decisão, Bove e Seixas protagonizaram uma discussão acalorada no plenário da Alesp, o que levou à suspensão temporária da sessão.


