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OMS pede regulação urgente de cigarros eletrônicos, vapes e produtos de nicotina

Organização Mundial da Saúde alerta para avanço de vapes e produtos de tabaco aquecido entre jovens e cobra regras mais rígidas para conter estratégias da indústria

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a cobrar que governos em todo o mundo adotem regulações mais rígidas para cigarros eletrônicos, vapes, tabaco aquecido e demais produtos de nicotina sem fumaça.

O alerta foi reforçado durante a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, realizada nesta semana.

Segundo a entidade, a popularização desses dispositivos tem sido acompanhada por estratégias agressivas da indústria, que estaria utilizando design atrativo, sabores artificiais e marketing digital para conquistar jovens e adolescentes.

Indústria mira público jovem, alerta OMS

A OMS afirma que fabricantes de novos dispositivos à base de nicotina têm investido em:

  • sabores doces e frutados;

  • embalagens coloridas;

  • influenciadores e campanhas veladas nas redes sociais;

  • formatos que imitam canetas, pendrives e cosméticos.

De acordo com o órgão, essas práticas criam uma percepção de menor risco e aumentam a experimentação entre jovens muitos deles sem histórico de consumo de tabaco tradicional.

Produtos “sem fumaça” não significam produtos seguros

A entidade reforça que dispositivos eletrônicos podem conter níveis elevados de nicotina e substâncias tóxicas, além de causar dependência e sérios riscos à saúde.

Estudos citados na convenção apontam que o uso desses aparelhos está associado a:

  • danos respiratórios;

  • riscos cardiovasculares;

  • aumento da dependência química;

  • maior probabilidade de migração para o cigarro tradicional.

A OMS destacou que a redução de danos só é possível com políticas públicas eficientes, e não com a promessa de “produtos mais seguros” feita pela indústria.

Recomendações da OMS para os países

Entre as medidas sugeridas estão:

  • regulamentação estrita da produção e venda;

  • proibição de sabores atrativos ao público jovem;

  • fiscalização do marketing digital e publicidade indireta;

  • embalagens padronizadas e sem cores chamativas;

  • campanhas educativas sobre riscos;

  • restrição do acesso a menores.

A organização afirma que países que adotaram medidas duras observaram queda no uso de vapes entre adolescentes.

Risco de uma nova geração dependente

A OMS encerrou o encontro com um alerta direto:

Se governos não agirem rapidamente, o mundo pode testemunhar o nascimento de uma nova geração dependente de nicotina impulsionada por dispositivos eletrônicos vendidos como modernos, “limpos” e inofensivos.

Emanoelly Rozas

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