O Google Chrome acaba de ganhar um rival à altura e, desta vez, o desafio vem da própria criadora do ChatGPT. Durante uma transmissão ao vivo nesta segunda-feira (20), o CEO da OpenAI, Sam Altman, apresentou o Atlas, um navegador que promete redefinir a forma como interagimos com a internet.
A principal diferença? No Atlas, a experiência não gira mais em torno da busca, e sim da conversa.
O navegador coloca o ChatGPT no centro da navegação, permitindo que o usuário interaja por meio de um diálogo contínuo, pedindo explicações, resumos, análises e até executando tarefas automaticamente.
Com design minimalista e foco em produtividade, o Atlas estreia como uma fusão entre navegador e assistente pessoal.
Em vez de uma lista de links, ele entrega respostas completas e contextualizadas, oferecendo a opção de abrir os sites apenas se o usuário quiser se aprofundar.
“As abas foram ótimas, mas não vimos muita inovação em navegadores desde então”, afirmou Altman. “Temos a chance de repensar o que um navegador pode ser.”
O Atlas chega primeiro ao macOS, com versões para Windows e dispositivos móveis em desenvolvimento. O uso será gratuito, mas o Agent Mode (que permite ao navegador clicar, preencher formulários e fazer reservas sozinho) ficará disponível apenas para assinantes dos planos Plus e Pro do ChatGPT.
Entre as funções anunciadas estão o split screen com ChatGPT, a memória integrada que lembra preferências e buscas anteriores, e o Cursor Chat, ferramenta que possibilita revisar e editar textos diretamente na página.
A equipe responsável pelo Atlas inclui engenheiros que participaram da criação de dois ícones da web: Firefox e Chrome, entre eles Ben Goodger, um dos nomes mais respeitados no universo dos navegadores.
Mais do que um produto, o Atlas representa uma ameaça direta ao império de atenção do Google.
Se o navegador da OpenAI conquistar parte dos 800 milhões de usuários semanais do ChatGPT, o Chrome pode perder o posto de principal porta de entrada da internet e o modelo de anúncios da gigante de Mountain View pode estremecer.
Mas o avanço também levanta dilemas: até que ponto um navegador que “pensa” por você respeita sua autonomia?
O Atlas promete eficiência e diálogo, mas, ao fazer da IA o novo intermediário da web, redefine também quem controla a experiência online.


