Os relógios inteligentes deixaram de ser apenas acessórios tecnológicos para se tornarem ferramentas completas de conveniência. Entre as funções mais populares está o pagamento por aproximação, que permite realizar compras sem precisar tirar o cartão ou o celular do bolso.
Mas, afinal, essa praticidade é realmente segura?
O sistema utilizado pelos smartwatches com pagamento por aproximação opera por meio da tecnologia NFC (Near Field Communication), a mesma usada em smartphones e cartões contactless.
No entanto, engana-se quem pensa que basta encostar o relógio na maquininha para concluir uma compra.
Camadas de segurança e autenticação
Os dispositivos contam com múltiplas camadas de proteção, que vão muito além da simples conexão sem fio.
Uma das principais é o sensor de contato com a pele, responsável por detectar o fluxo sanguíneo do usuário por meio de fotopletismografia — tecnologia que impede o uso do relógio por terceiros.
Assim que o smartwatch é retirado do pulso, o sistema bloqueia automaticamente o acesso e exige uma nova autenticação antes de liberar os pagamentos.
Além disso, a função de pagamento não depende do valor ou design do relógio. Modelos sofisticados podem não oferecer a opção, enquanto versões mais simples podem contar com ela, desde que possuam acordos com instituições financeiras e suporte técnico para o recurso.
Preço e disponibilidade
Os valores de smartwatches com função de pagamento variam conforme a marca e as funcionalidades extras.
É possível encontrar modelos de entrada a partir de R$ 600, especialmente em promoções, enquanto versões premium podem ultrapassar facilmente essa faixa de preço.
Uso consciente e comportamento de consumo
Apesar da conveniência, especialistas alertam que a facilidade de pagar com um toque pode influenciar o comportamento financeiro.
A presença de elementos de gamificação — como animações, recompensas e sistemas de pontos — pode estimular gastos por impulso.
Por isso, o uso dessa tecnologia deve vir acompanhado de moderação e controle financeiro. Afinal, a inovação deve facilitar o dia a dia, e não comprometer o orçamento.


