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Roubo no Louvre: Polícia prende dois suspeitos de levar joias

Dupla foi detida após operação que analisou 150 amostras de DNA e impressões digitais; crime relâmpago revelou falhas de segurança em uma das galerias mais prestigiadas do museu

A polícia francesa prendeu dois homens suspeitos de participar do roubo milionário ocorrido no Museu do Louvre, em Paris, no dia 19 de outubro.

O crime, que chocou o mundo, envolveu o furto de nove joias avaliadas em cerca de R$ 550 milhões da galeria Apolo, uma das mais luxuosas e históricas do museu.

Segundo as autoridades, um dos suspeitos, com dupla cidadania francesa e argelina, foi detido no aeroporto Charles de Gaulle enquanto tentava embarcar para a Argélia.

O outro, de nacionalidade francesa, já era conhecido por roubos sofisticados e foi capturado em uma operação conjunta das polícias de Paris e Marselha.

Operação detalhada em nove minutos

O assalto relâmpago ocorreu na manhã de domingo (19). Em apenas nove minutos, os criminosos utilizaram uma escada mecânica acoplada a um pequeno caminhão para alcançar as vitrines, quebraram o vidro de segurança e levaram as joias.

Entre os itens roubados estava o broche relicário da Imperatriz Eugênia, presente de Napoleão Bonaparte, adornado com dois diamantes históricos.

As prisões aconteceram após a análise de mais de 150 amostras de DNA e impressões digitais encontradas no local.

De acordo com a polícia, o trabalho minucioso foi fundamental para rastrear os suspeitos e identificar uma possível rede envolvida no crime.

Especialista aponta falhas de segurança no museu

A jornalista e pesquisadora Elane Sciolino, autora do livro ‘Aventuras no Louvre: Como se apaixonar pelo maior museu do mundo’, destacou que o caso evidencia falhas estruturais e de segurança no museu.

“Apenas 25% das salas de uma das áreas mais importantes são monitoradas por câmeras, e o museu tem limitações arquitetônicas que dificultam qualquer modernização”, explica.

Ela acrescenta que os criminosos podem ter tido acesso a informações internas.

“Os ladrões podem ter usado informações de um manual interno de emergência, o que sugere ação planejada e possível infiltração.”

Veja uma foto da Galeria Apollo, de onde as joias foram roubadas:

Museu do Louvre
Foto: Museu do Louvre/Divulgação

Joias ainda não foram recuperadas

A polícia francesa não confirmou se as joias foram recuperadas. As investigações consideram a hipótese de que as pedras preciosas possam ter sido desmembradas e colocadas à venda no mercado paralelo internacional.

De acordo com a rádio ‘RTL’, as joias que permaneceram no museu foram transferidas para um cofre do Banco da França, em uma operação sigilosa e fortemente armada, para evitar novos incidentes.

O que se sabe até agora

  • Dois suspeitos presos — um na França e outro ao tentar fugir para a Argélia;

  • Nove joias roubadas, avaliadas em R$ 550 milhões;

  • Crime durou nove minutos e revelou brechas de segurança;

  • Joias ainda não recuperadas, segundo autoridades;

  • Peças restantes foram levadas para cofre do Banco da França.

Agora veja o vídeo que mostra os ladrões saindo do Museu após o roubo:

Confira fotos de algumas das joias roubadas do Museu do Louvre:

Joia roubada - Louvre 02
Foto: Divulgação/Museu do Louvre
Joia roubada - Louvre 05
Foto: Divulgação/Museu do Louvre
Joias roubadas - Museu do Louvre
Fotos: Divulgação/Museu do Louvre

Maysa Vilela

Jornalista, curiosa por natureza e movida por conexões fortes, viagens e boas histórias. Acredita que ouvir é o primeiro passo para escrever com propósito. No Ocorre News, segue conectando pessoas através das palavras.

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