Data...

Sabia que a Rússia e a China usam ‘espiãs sedutoras’ para roubar segredos dos EUA?

Agentes russas e chinesas estariam infiltrando centros tecnológicos e políticos nos Estados Unidos com técnicas de sedução e manipulação emocional, segundo analistas de inteligência

Especialistas em Inteligência alertam para uma nova forma de conflito entre o Oriente e o Ocidente. Segundo informações da Inteligência americana, Rússia e China estariam enviando “espiãs sedutoras” para se infiltrarem em centros tecnológicos e instituições acadêmicas nos Estados Unidos, com o objetivo de extrair segredos de Estado e de tecnologia.

O fenômeno, apelidado de “guerra sexual”, troca os campos de batalha tradicionais por uma estratégia mais sutil: usar relacionamentos íntimos como armas. O objetivo é explorar o que analistas chamam de “fraqueza humana” para acessar informações confidenciais e estratégicas.

China mira startups e projetos de defesa

De acordo com Jeff Stoff, ex-analista de segurança nacional dos EUA, o país asiático tem se mostrado particularmente eficaz nesse tipo de operação.

“Os chineses entendem o nosso sistema e sabem como trabalhar dentro dele com virtual impunidade. A China está mirando nossas startups, nossas instituições acadêmicas, nossos inovadores, nossos projetos de pesquisa financiados pelo Departamento de Defesa”, afirmou Stoff ao jornal britânico ‘The Times’.

Essas ações teriam foco econômico, buscando roubar ideias, patentes e tecnologias emergentes. Um analista relatou que as agentes podem “simplesmente pegar sua ideia, explorá-la e patenteá-la, roubando seu futuro financeiro”.

Operações via redes sociais e eventos estratégicos

O especialista James Mulvenon, diretor de inteligência da Pamir Consulting, contou ter sido alvo de “jovens chinesas atraentes” em plataformas como o LinkedIn, todas interessadas em fazer “conexões”.

“Nós não as deixamos entrar. É um fenômeno. E eu vou te dizer: é estranho”, relatou ele, após duas mulheres tentarem invadir uma conferência sobre riscos de investimento na Virgínia.

Mulvenon destacou que os Estados Unidos enfrentam desvantagem nessa guerra por causa dos seus “escrúpulos morais”.

“Eles (China e Rússia) têm uma vantagem quando se trata de guerra sexual”, completou.

Casamentos e infiltrações de longo prazo

Casos relatados por ex-membros do governo americano revelam operações de infiltração duradoura. Uma “bela mulher russa” teria se casado com um funcionário aeroespacial americano após estudar em uma “escola russa de soft power”.

“Aparecer, casar com um alvo, ter filhos com ele e conduzir uma operação de coleta de fundos ao longo da vida. É muito desconfortável pensar nisso, mas é tão comum”, disse o ex-oficial.

Moscou retoma táticas de sedução clássicas

Enquanto Pequim aposta em estratégias corporativas, Moscou estaria revivendo o estilo clássico da espionagem de Guerra Fria.

A ex-agente Anna Chapman, conhecida como a “sedutora ruiva” de 2010, teria retornado sob o pseudônimo Anna Romanova, agora liderando um aparato de Inteligência vinculado ao Kremlin.

Veja uma foto de Anna Chapman, que agora utiliza o pseudônimo Anna Romanova:

Anna Chapman
Foto: Reprodução

Outra ex-agente, Aliia Roza, contou ter aprendido “técnicas sexuais” e formas de “fazer os homens se apaixonarem” em treinamento militar russo.

“Sexo é uma parte muito importante do relacionamento”, afirmou. “Provavelmente, em 80% dos casos, a pessoa só sente vontade de confiar em você de acordo com a experiência sexual.”

Recentemente, duas mulheres búlgaras — Cvetelina Gencheva e Tsvetanka Doncheva — foram expostas em Londres como parte de uma rede russa de espionagem voltada a monitorar opositores do presidente Vladimir Putin.

Uma guerra invisível

A “guerra do sexo”, como vem sendo chamada por especialistas, representa uma ameaça silenciosa aos Estados Unidos e seus aliados, combinando estratégias de manipulação emocional com interesses econômicos e geopolíticos.

Embora os relatos pareçam saídos de um filme de espionagem, analistas afirmam que essas operações de sedução são cada vez mais comuns, e eficazes, na disputa global por poder, informação e influência.

Agora veja uma foto de Cvetelina Gencheva, mulher búlgara que fazia parte de uma rede russa de espionagem:

Cvetelina Gencheva
Foto: Reprodução

Maysa Vilela

Jornalista, curiosa por natureza e movida por conexões fortes, viagens e boas histórias. Acredita que ouvir é o primeiro passo para escrever com propósito. No Ocorre News, segue conectando pessoas através das palavras.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Envie sua notícia!

Participe do OCorre enviando notícias, fotos ou vídeos de fatos relevantes.
Preencha o formulário abaixo e, após verificação de nossa equipe, seu conteúdo poderá ser publicado.