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‘Silent Hill f’ traz novo fôlego ao terror psicológico

Novo capítulo da franquia aposta em horror japonês ambientado nos anos 1960 e trama centrada em traumas pessoais, mas divide opiniões pelo sistema de combate

Lançado no fim de setembro para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, ‘Silent Hill f’ marca o retorno da icônica franquia de horror da Konami com uma proposta ousada: explorar o medo sob a ótica do terror psicológico japonês, ambientado em um vilarejo da década de 1960.

A história acompanha Hinako, uma estudante do ensino médio que enfrenta não apenas criaturas grotescas, mas também seus próprios traumas. Sem armas de fogo, a protagonista precisa improvisar com canos, facas e ferramentas para sobreviver.

Jogadores que experimentaram o título destacam que, mesmo com essa simplicidade, o clima de medo é constante. O terror japonês é considerado um dos mais perturbadores e intensos da cultura pop.

Segundo eles, o design dos cenários cria uma sensação de opressão e desorientação que mantém a tensão do início ao fim.

Horror atmosférico e narrativa densa

Desde o prólogo, o jogo mergulha na vida conturbada de Hinako: uma família disfuncional, marcada por alcoolismo e expectativas sufocantes. Fugindo de casa, ela encontra um vilarejo tomado por uma neblina misteriosa e por manifestações que parecem refletir seus medos.

O destaque vai para a ambientação minuciosa e claustrofóbica, com sons perturbadores e criaturas inspiradas em emoções humanas (inveja, cobiça e vaidade), que remetem ao estilo clássico do “body horror” japonês.

Jogadores elogiaram o equilíbrio entre o medo e os momentos de introspecção. “Hinako transmite sofrimento e vulnerabilidade, mas também crescimento ao longo da jornada”, afirmou um fã do jogo.

Combates dividem opiniões

Apesar do sucesso na narrativa e ambientação, o sistema de combate é alvo de críticas. O jogo adota armas improvisadas com durabilidade limitada, o que exige reparos constantes e planejamento tático.

De acordo com jogadores, o ritmo das lutas é lento, prejudicando a fluidez da experiência. Ainda assim, as batalhas contra chefes são vistas como pontos altos.

Silent hill f - game
Foto: Reprodução

Quebra-cabeças e terror psicológico mantêm o legado

Outro aspecto amplamente elogiado é o nível de desafio dos enigmas. Fieis ao espírito da série, os quebra-cabeças exigem atenção aos detalhes e interpretação de documentos e lendas locais.

Entre os destaques, há puzzles que envolvem manipulação de imagens, memórias e até lembranças de eventos simples, como um piquenique. Resolver esses desafios é essencial para progredir na história e compreender o passado da protagonista.

Um novo capítulo digno do legado

Mesmo com falhas no combate, ‘Silent Hill f’ é amplamente reconhecido por resgatar o espírito original da franquia.

Sua ambientação detalhada, narrativa emocional e atmosfera densa reforçam o lugar da série como referência no terror psicológico japonês.

Embora o ritmo da ação possa frustrar em alguns momentos, o resultado final é uma experiência imersiva, intensa e memorável para fãs do gênero.

‘Silent Hill f’ parece assustar na medida certa, instigar o jogador a encarar seus medos e manter viva a tradição de horror psicológico que tornou a série um ícone dos videogames.

Maysa Vilela

Jornalista, curiosa por natureza e movida por conexões fortes, viagens e boas histórias. Acredita que ouvir é o primeiro passo para escrever com propósito. No Ocorre News, segue conectando pessoas através das palavras.

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