A cinebiografia “Silvio Santos Vem Aí” chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (20), apresentando ao público um novo olhar sobre a vida de um dos maiores ícones da televisão nacional.
Interpretado por Leandro Hassum, o comunicador ganha nova roupagem em um longa que revisita sua trajetória durante a candidatura à presidência da República em 1989, ano marcado pela primeira eleição pós-redemocratização.
A trama e o recorte histórico
Dirigido por Cris D’Amato e com distribuição da Paris Filmes, o filme explora o período em que Silvio Santos decidiu disputar o Palácio do Planalto. Na época, o apresentador concorreu com nomes como Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor, que acabou eleito.
A narrativa acompanha a jornalista Marília, vivida por Manu Gavassi, encarregada de mergulhar na vida pessoal do apresentador para prepará-lo para a disputa.
Cética, ela desconfia do verdadeiro talento do comunicador, o famoso “Homem do Baú”.
O longa também apresenta passagens que mostram desde os momentos íntimos ao lado da esposa Íris Abravanel — interpretada por Regiane Alves — até os bastidores da atração televisiva que marcou gerações.
O elenco ainda conta com Gabriel Godoy, Marcelo Laham e Hugo Bonèmer. O roteiro é assinado por Paulo Cursino.
A produção chega aos cinemas pouco mais de um ano após a morte de Silvio Santos, que faleceu em agosto de 2024 aos 93 anos, vítima de broncopneumonia decorrente de infecção por Influenza (H1N1).
Hassum relembra emoção nos bastidores: “Vejo ele aqui!”
Durante a coletiva de imprensa, Leandro Hassum relatou momentos marcantes durante as gravações. O ator lembrou a reação emocionada de uma figurante ao vê-lo caracterizado como Silvio Santos pela primeira vez.
“Teve uma senhora que me pegou pelo braço e falou assim: ‘Eu estou vendo o Silvio aqui… eu estou vendo o Silvio aqui’. Chorando! É uma responsa tremenda quando você entra assim”, contou o ator.
Mesmo com o impacto, Hassum disse que tentou reproduzir a energia descontraída que o comunicador mantinha, inclusive fora das câmeras. Ele revelou que seguia um hábito do apresentador: conversar com a plateia antes das gravações.
“Nos bastidores, eu colocava o guardanapo para não sujar a gola e ficava brincando: ‘Você veio da onde? Mas o que você fazia lá? Cadê as palmas, não sei o que’… Coisas que não estavam no filme, mas que traziam esse universo”, disse.
Segundo o ator, esse processo o ajudou a mergulhar mais profundamente no papel.

Construindo seu próprio Silvio Santos
Hassum afirmou nunca ter sido um imitador do apresentador ao longo da carreira. Ele lembrou um conselho que ouviu nos tempos de “Zorra Total”:
“Milagrosamente, apesar de ser comediante, eu nunca imitei o Silvio Santos, eu não sei imitar, continuo não sabendo”.
Entretanto, ao ver um grafite do comunicador ainda jovem, o ator passou a enxergar semelhanças e decidiu abraçar o desafio. Ele conta que preferiu captar a essência, não copiar o estilo:
“Eu não quero ser uma imitação do Silvio Santos. Eu quero pegar aquela energia que ele imprimia, que enchia os nossos domingos… Eu vou pegar essa energia, esse clown de um dos maiores comunicadores do mundo”.
Para construir o personagem, estudou detalhes da postura, dos gestos e dos tiques vocais do apresentador, além de se apoiar no figurino e na caracterização.
“Trouxemos uma homenagem a este cara que é eterno e que estará nos livros de história”, concluiu.
Confira o trailer da cinebiografia “Silvio Santos Vem Aí”:


