Trabalhadores de empresas provedoras de internet, como Brisanet e A4 Telecom, têm sido alvo de ataques violentos no Ceará.
Técnicos foram feitos reféns, agredidos e ameaçados, enquanto veículos das empresas foram incendiados em diferentes regiões do estado.
Em alguns casos, os criminosos chegaram a fotografar as vítimas e divulgar as imagens em grupos internos, ameaçando quem tivesse ligação com facções rivais.
Um episódio chocante envolveu uma funcionária da Brisanet, que foi obrigada a tirar a roupa sob ameaça antes de ter suas vestimentas incendiadas.
Diante da escalada da violência, as empresas adotaram medidas emergenciais para proteger os trabalhadores. Entre as ações estão a retirada de adesivos de identificação dos veículos, a alteração de rotas de atendimento e a suspensão de serviços em áreas consideradas de risco.
Segundo autoridades, os ataques fazem parte de uma disputa territorial entre facções criminosas, que buscam expandir seu controle sobre serviços essenciais.
Além da internet, grupos como o Comando Vermelho também exercem influência sobre o fornecimento de energia e gás em comunidades do estado.
As autoridades estaduais afirmam estar acompanhando a situação, mas empresas e trabalhadores exigem medidas mais efetivas de segurança. O medo já leva profissionais a reconsiderar sua atuação em determinadas regiões, o que ameaça a continuidade do serviço.
O setor de telecomunicações alerta que a violência pode impactar diretamente o acesso à internet, com interrupções mais frequentes se os ataques prosseguirem.
O caso reforça a necessidade de ações conjuntas entre empresas, governo e forças de segurança para garantir a proteção dos trabalhadores e assegurar a manutenção de serviços essenciais em meio à pressão do crime organizado.


