O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas tarifas de 30% sobre produtos do México e da União Europeia (UE), com vigência a partir de 1º de agosto de 2025.
A medida, formalizada por cartas enviadas à presidente mexicana Claudia Sheinbaum e à presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, integra uma ofensiva comercial que já atingiu outros 23 países.
No caso do México, Trump justificou a taxação como resposta à crise do fentanil nos EUA, acusando o país vizinho de falhar no combate aos cartéis.
“O México ainda não conseguiu deter os cartéis que tentam transformar toda a América do Norte em um playground do narcotráfico”, escreveu o republicano. Apesar de reconhecer avanços na proteção da fronteira, Trump considerou os esforços insuficientes.
Já na carta à União Europeia, o presidente norte-americano afirmou que as tarifas respondem a déficits comerciais persistentes, causados por políticas tarifárias e não tarifárias do bloco.
Ele também advertiu que qualquer retaliação tarifária será somada aos 30% já anunciados.
A medida inclui produtos transbordados, aqueles reexportados via terceiros para evitar taxações, e incentiva empresas a produzir diretamente nos EUA para escapar das tarifas.
Trump destacou que os percentuais poderão ser ajustados para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento comercial com cada país.
A reação foi imediata. Ursula von der Leyen alertou que a taxação pode interromper cadeias de suprimento transatlânticas essenciais, prejudicando empresas, consumidores e pacientes.
“Seguimos prontos para continuar trabalhando em direção a um acordo até 1º de agosto”, disse, acrescentando que a UE adotará contramedidas proporcionais se necessário.
Líderes como Giorgia Meloni (Itália) e o primeiro-ministro holandês também manifestaram apoio à Comissão Europeia e preocupação com os impactos da medida.
O México, por sua vez, informou que mantém negociações com os EUA e buscará alternativas antes do prazo para proteger empresas e trabalhadores.
Entre os países já notificados, o Brasil recebeu a tarifa mais alta, 50%, enquanto as Filipinas ficaram com a menor, 20%.
A lista inclui, além de México e UE, nações como Japão, Canadá, Coreia do Sul, África do Sul e Indonésia, evidenciando a escalada protecionista do governo Trump em seu novo mandato.


