O ator alemão Udo Kier morreu neste domingo (23), aos 81 anos, segundo confirmação feita pelo artista visual Delbert McBride, seu companheiro, à revista Variety. A causa da morte não foi divulgada.
Kier construiu uma carreira marcada pela versatilidade e pelo experimentalismo, acumulando mais de 200 filmes ao longo de seis décadas.
O artista ficou amplamente reconhecido por papéis em produções de terror, exploitation e cinema de vanguarda, além de colaborações recorrentes com cineastas internacionais.
Entre os destaques recentes, o ator atuou em duas produções brasileiras dirigidas por Kleber Mendonça Filho: “Bacurau” (2019), no qual interpretou o vilão Michael, e “O Agente Secreto” (2025), atualmente em cartaz, vivendo o personagem Hans.
O cineasta brasileiro homenageou o ator no Instagram. “Udo Kier, para sempre na memória. Não existirá nunca jamais outra pessoa e artista como Udo Kier. Que senso de humor, que bom gosto, que alegria de viver. Que sorte a nossa. Um enorme abraço para seu companheiro”, escreveu.
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Udo Kier também trabalhou com Lars von Trier, participando de filmes como “Epidemia”, “Europa”, “Ondas do Destino”, “Dançando no Escuro”, “Dogville”, “Melancolia” e “Ninfomaníaca – Volume 2”.
A parceria se estendeu igualmente para episódios da série “The Kingdom”, ao longo dos anos 1990 e 2000.
Um dos períodos mais marcantes de sua trajetória ocorreu nos anos 1970, com as colaborações ao lado de Andy Warhol e Paul Morrissey.
O ator protagonizou os longas “Carne para Frankenstein” e “Sangue para Drácula”, obras que apresentavam releituras provocativas de monstros clássicos de Hollywood.
Segundo a Variety, Kier combinava “assombro e humor” para criar interpretações ao mesmo tempo sombrias e desajeitadas.
O ator também teve participação de destaque nos Estados Unidos, sendo apresentado ao grande público por Gus Van Sant em “Garotos de Programa” (1991), ao lado de River Phoenix e Keanu Reeves.
A notícia da morte repercutiu entre fãs e colegas de profissão. O perfil oficial de “O Agente Secreto” também lamentou a perda e destacou sua contribuição para o cinema mundial.


