Um vídeo capturado pelas câmeras de segurança da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) revelou o momento exato em que o tornado F3 atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu (PR) na última sexta-feira (7).
As imagens, que rapidamente circularam nas redes, mostram o avanço das nuvens da supercélula que deu origem ao fenômeno.
Por volta das 18h, é possível ver o céu escurecendo e a formação de uma imensa coluna de vento que se aproxima da cidade.
Em questão de segundos, o tornado toca o solo e a força do vento levanta destroços e poeira, cobrindo a paisagem.
Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o tornado registrado faz parte de uma supercélula, o tipo mais severo de tempestade, com rotação bem definida.
O evento foi classificado como categoria F3 na escala Fujita, com ventos estimados em 350 km/h. O impacto foi devastador: o governo estadual estima que cerca de 90% das edificações de Rio Bonito do Iguaçu foram danificadas.
Além de Rio Bonito do Iguaçu, o Simepar também confirmou a ocorrência de outros tornados na região de Guarapuava, no distrito de Entre Rios, e no município de Turvo, ao sul da área urbana.
O fenômeno climático, segundo meteorologistas, foi resultado da combinação entre instabilidade atmosférica intensa, calor e umidade elevada, condições que favorecem a formação de tempestades severas.
O governo do Paraná confirmou seis mortes e mais de 800 feridos em decorrência dos tornados que atingiram o estado entre sexta (7) e sábado (8). Destas vítimas, cinco morreram em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava.
Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros seguem trabalhando na remoção de escombros e no atendimento às famílias desabrigadas.
O governo estadual decretou situação de emergência e mobilizou ajuda humanitária, incluindo envio de kits de alimentação, água e colchões.
As imagens gravadas pela UFFS se tornaram símbolo da tragédia e reforçam o alerta sobre o aumento da frequência de eventos climáticos extremos no país.
Especialistas alertam que fenômenos como esse podem se tornar mais comuns diante das mudanças climáticas globais.
Veja o vídeo:
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